Cientistas testam métodos inovadores para detecção de plástico nos oceanos

Créditos da imagem: 7inchs - pexels

    A poluição com plástico é um problema global que afeta diretamente a saúde dos oceanos e a vida marinha. Milhões de toneladas deste tipo de lixo acabam nos oceanos todos os anos, afetando a biodiversidade e a qualidade da água. Na tentativa de combater esse problema, diversas instituições têm buscado formas de monitorar as quantidades deste tipo de material despejado nos oceanos. Uma dessas iniciativas foi realizada pela Agência Espacial Europeia (ESA), em parceria com instituições europeias, para testar diferentes métodos de monitoramento utilizando instalações do Instituto de Investigação Deltares, nos Países Baixos.

    Durante duas semanas, as equipes participantes testaram diferentes tecnologias para monitorar a presença de lixo em uma grande bacia de água, simulando as condições do oceano. O plástico utilizado na bacia incluiu material previamente recuperado do mar, através de campanhas de limpeza, bem como amostras "novas". As equipes participantes realizaram o monitoramento com instrumentação especializada destinada a simular observações a partir do espaço.

    As equipes utilizaram uma variedade de tecnologias para coletar dados, incluindo sensores remotos por radar, refletometria GNSS, e instrumentação ótica. Uma equipe da Universidade de Alberta e da Universidade Técnica de Delft também realizou análises físicas fundamentais, incluindo a quantificação do efeito de atenuação das ondas do lixo plástico dos oceanos.

    Embora os resultados iniciais pareçam promissores, ainda é necessário realizar muitos estudos para identificar lacunas no conhecimento e aprimorar os métodos de monitoramento. Essa iniciativa é uma parte importante no combate à poluição e na busca por soluções para minimizar seus efeitos devastadores na vida marinha e no meio ambiente.

    Veja mais detalhes no link abaixo sobre a pesquisa, procedimentos e tecnologias utilizadas para o monitoramento de lixo nos oceanos:

Referências:
Agência Espacial Europeia (ESA).

 

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