Aurora Boreal

Fotografia: Marco Brotto. www.auroraboreal.blog.br
Essa bela exibição de cores no céu noturno não é um arco-íris nem as consequências de um por do sol brilhante. Essas faixas ricamente coloridas de luz abanando o céu escuro são chamadas coletivamente de aurora borealis (ou, no Hemisfério Sul: aurora australis), mais comumente referida como aurora boreal. Você pode ter visto esse fenômeno espetacular em todas as mídias sociais ou — se você tiver sorte — do lado de fora da sua janela em uma noite clara se você vive perto do Polo magnético Norte ou Sul da Terra.

As luzes do norte aparecem quando as partículas altamente carregadas da atmosfera do Sol colidem com as partículas na atmosfera da Terra, conforme os íons do sol interagem com o campo magnético da Terra. Esse fluxo de íons do sol que bombardeia a Terra também é chamado de vento solar. O vento solar tem seu próprio ciclo, de modo que durante a parte mais ativa desse ciclo as auroras podem ser mais frequentes e de longa duração.


Dependendo de quais tipos de partículas colidem, cores diferentes aparecem. É por isso que as luzes parecem mover-se e mudar de cor periodicamente no céu noturno. Por exemplo, quando o vento solar interage com as moléculas de oxigênio, pode produzir tanto uma cor verde ou vermelho acastanhado. A cor vermelha demora mais para aparecer do que a verde, por isso só é produzido em altitudes muito elevadas (há relativamente mais oxigênio em altitudes elevadas, mas todas as moléculas são rarefeitas lá em cima, então as colisões são menos frequentes) e esta exposição não é observada comumente. Em baixas altitudes, as colisões de oxigênio acontecem com mais frequência e a cor verde persiste. Se acontecer de você ver mais azuis e violetas rondando no céu à noite, você pode agradecer à abundância de moléculas de nitrogênio.

Este espetáculo natural é uma ocorrência comum em regiões polares, onde o campo magnético da Terra é mais forte. Isso significa que mesmo regiões no extremo sul, como partes da Antártida, América do Sul e Austrália, entram no show com a aurora australis (ou luzes do sul). Embora comum, somente é visível às vezes a partir de áreas mais distantes dos polos magnéticos. Auroras mais intensas ocorrem quando o vento solar influencia fortemente o campo magnético da Terra em um fenômeno chamado de tempestade geomagnética. Essas tendem a acontecer com mais frequência em torno dos equinócios e não só podem produzir uma exibição de cores mais vibrantes, mas aumentar o leque de visibilidade.
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